
Parece que foi ontem, mas já se foram alguns anos nessa mesma estrada. Amigos. O que seria de meus dias sem vocês? Nas manhãs chatas de segunda ou na euforia da última aula de sexta? Das nossas vitórias ou fracassos, como grupo ou indivíduos? Nossas brigas bobas já não fazem sentido e já não nos lembramos como começou. Estamos chegando ao fim de um caminho que aparentemente duraria a eternidade. Para alguns a distância já se mostrou presente e para outros a saudade só aumenta. Esse é o pior melhor ano de nossas vidas. Temos que decidir sobre toda a vida que gostaríamos de ter. É hora de pensar no futuro. O que nos leva de volta ao passado.
Como dizemos hoje, bons tempos... Mas não vão voltar. A época de brincar passou e ainda somos crianças. Será que não lembramos de crescer? Ou é parte do ser humano não deixar a infância?
Ontem, assistindo a um filme, vi uma formatura. E mesmo lá, as lágrimas, os risos, a alegria, a tristeza e as promessas... Tudo era presente. E dos meus olhos vieram as lágrimas mais sofridas, de uma realidade inevitável e uma saudade que afoga e sufoca. Repassei na memória todas as brincadeiras, tolas ou não, as besteiras, os pedaços de música lançados ao vento, as piadas mais engraçadas e até as mais sem graça. Lembrei das dores compartilhadas, do apoio. Lembrei da amizade. Os começos difíceis, as respostas atravessadas... Tudo isso me fez pensar em como parecemos uma família. E cheguei ao ponto de nos comparar com uma planta: uma pequena semente no fundo da terra, que cresce e brota. Na direção do Sol, cria galhos. Com o tempo temos uma bela árvore, mas os galhos estão mais separados que nunca. Cada um para seu lado.
Faculdade. Transição impossível de refrear. Onde o que vale é a sua vontade, as suas habilidades. E, muito provavelmente, nenhuma daquela doce segurança que você conhecia no colégio. A saudade antecipada ainda aperta. Dia após dia vejo os 200 dias do ano letivo irem se esgotando em meio a aulas, provas, competição. E, é claro, aqueles suaves 20 minutos diários de rápido relaxamento. Porém, ainda não há preço ou valor alto suficiente para cada um de vocês. Com vocês, amigos, aprendi tanto! Amadureci, construí objetivos e tive ajuda nas mais simples falhas. Vocês, mais do que qualquer professor, me ensinaram a ser eu. Ser apenas eu mesma, sem medo de julgamento ou opressão. E isso é algo que carregarei para toda a vida. Por isso e por muito mais, obrigada. Amo vocês.
A.A.F. - Menina das Fadas.
Um comentário:
Também te amo maninha!!!!!!
As lembranças sempre ficam e as amizades verdadeiras tbm mesmo q apenas guardadas no coração!!!!!
Postar um comentário